Coroas aprenderam com a prática, decepções e erros, a seduzir uma mulher. Aliás, sabem o quanto isso é essencial. Sem sedução a vida fica prática demais, direta demais, misteriosa de menos. Homens nunca deixam de sofrer de ereções involuntárias perante um quadril vasto, mas os coroas sabem controlar a salivação para não causarem danos psicológicos irreversíveis a suas parceiras.
Nunca liguei para bíceps torneados e fôlego de maratonista. Não suporto homens que tenham nécessaire maiores que a minha. Prefiro a habilidade raramente adquirida aos 20, conquistada lá pelos 30, e aprimorada depois dos 40, chamada cumplicidade. O acúmulos dos anos de vida em um homem podem aumentar a quantidade de células adiposas na barriga mas também-- espero!-- aumenta a quantidade de informações necessárias para entender a alma feminina. E isso tudo somado chega a um resultado: a vontade de estar com uma mulher por ter afinidades reais com ela, por ter sonhos e gostos em comum, e não por ela ser um prêmio adormecido ao seu lado na cama, um peito empinado nos quais ele pode se gabar de ter chafurdado.
Coroas já tiveram, pelo menos, mais tempo para deixar de ser canalhas.
Mas, acima de tudo, gosto de homens mais velhos por saberem usar a língua. Eles sacaram que ela é a responsável por elogios derretedores de gelo, conversas inesquecíveis e por transformar noites tediosas em momentos cheios de lembranças gemidas e úmidas.
Sabe qual a vantagem dos garotos? É que um dia eles serão quarentões e terão aquele charmoso ar grisalho de quem já não precisa provar (quase) nada para o mundo.
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